sexta-feira, junho 02, 2006

Rancho folclórico ameaça encerrar actividades


Do Jornal de Notícias de hoje:

A Direcção do Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia decidiu cancelar a Festa de Verão e de Gastronomia, que incluía um arraial popular, e que estava prevista acontecer entre os dias 23 e 26 deste mês, naquela localidade da freguesia de Alhos Vedros (Moita). Manuel Miguel, presidente do grupo, argumenta que se viu "forçado" a cancelar o evento "por falta de apoio logístico suficiente" da Câmara Municipal. Coloca mesmo a hipótese do rancho "vir a cessar a sua actividade".O responsável diz que, com "algum esforço e boa vontade" podiam ter sido garantidas as condições mínimas para a realização do evento. Lamenta, porém, que, com o cancelamento da iniciativa, não seja possível angariar "importantes receitas para o funcionamento e manutenção do grupo".A Festa de Verão e de Gastronomia tinha por objectivo angariar fundos para acabar as obras da nova sede. "Assim, o projecto será extremamente difícil de concretizar", afirma. "Estamos a viver uma situação crítica e que vai agravar-se, até porque a autarquia não cumpriu com as obrigações estipuladas nesta matéria", acrescenta. Manuel Miguel revelou que a Direcção do rancho está mesmo a estudar a hipótese de devolver à Câmara o terreno cedido em direito de superfície, em 2000, e extinguir a sua actividade por falta de condições."Quantos concelhos gostariam de ter um grupo como o nosso, que foi distinguido como entidade de utilidade pública e é um dos mais activos da Moita e arredores?", questiona. "Como fundador e presidente acho que já não há ânimo nem estímulo para continuar", conclui.Confrontada com a decisão, a vereadora do pelouro da Cultura justifica a decisão com o facto da iniciativa estar prevista para uma data "em que se regista uma sobrelotação dos serviços e meios da autarquia". Vivina Nunes garantiu ao JN que o elevado volume de trabalhos devido às várias actividades a decorrer no concelho - nomeadamente as festas da freguesia do Vale da Amoreira -, foi a único motivo pela que não foi possível satisfazer o pedido. A vereadora realçou ainda que, dada a falta de meios, a autarquia "esforçou-se em contactar o rancho, mostrando-se disponível para prestar os mesmos apoios, numa outra data a acordar com ambas as partes", o que não foi possível.
Luis Geirinhas

http://jn.sapo.pt/2006/06/02/sul/rancho_folclorico_ameaca_encerrar_ac.html

1 Comments:

Anonymous Manuel Norberto Baptista Forte said...

"Estamos a viver uma situação crítica e que vai agravar-se...". Diga-se que o Movimento Associativo no global a nível do país, e no caso particular o do Concelho da Moita, está aviver tyal situação fruto de uma conjuntura que se tem vindo a agravar ano após ano. Culpas ? De várias indoles; desde os sempre e muito receptivos subsidiodependentes, às Instituições do nosso Concelho que pura e simplesmente não apresentarão Plano de Actividades e as farão pontualmente, e até às que apresentam tipificação de actividades e inclusivé respectivo cálculo de custos e não receberão o "mais ajustado" em função do efectivamente realizaram.
Ao fim e ao cabo, esta conjuntura Local, é ou não é (também) fruto de uma conjuntura Central?. Porque aqui chegámos, é que convém, desapaixonadamente esclarecer e as pessoas sem "particularidades" falarem aabertamente sobre o assunto. Olhos nos olhos, e sem outras ambições que não seja o bem, do Movimento Associativo no Concelho da Moita.
Se se gosta do Movimento Associativo verdadeiramente como consta da sua origem, e assim as pessoas se sentirem verdadeiramente imbuídas desse espírito, certamente que a alguma conclusão se chegará, e definitivamente se deixará as conversas transversais, as de esquina, e até as de café. Há locais próprio para tratar dos assuntos, e penso que a reflexão colectiva é melhor e mais profícua que o protagonismo, e até quiçá, algum ... interesse político.

3:33 da tarde  

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